terça-feira, 3 de novembro de 2026
Brasil

Cerca de 200 pessoas são citadas em pedido de reforço para terra indígena no Pará

Força Nacional foi autorizada a apoiar a Funai por 180 dias na Terra Indígena Ituna-Itatá, entre Altamira e Senador José Porfírio; segundo o MPF, a área foi invadida em agosto.
Cerca de 200 pessoas são citadas em pedido de reforço para terra indígena no Pará
Foto distribuída pela Agência Brasil Direitos Humanos

A Terra Indígena Ituna-Itatá, no Pará, terá apoio da Força Nacional de Segurança Pública em ações da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). A permanência das equipes foi autorizada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública por 180 dias, conforme a Portaria 1.336/2026.

Pedido de reforço

A autorização ocorre depois de o Ministério Público Federal (MPF) solicitar o envio de reforços policiais para a região. De acordo com a instituição, cerca de 200 pessoas entraram na área em agosto.

O release da Agência Brasil não informa quando as equipes começarão a atuar nem apresenta detalhes sobre o número de agentes envolvidos. A portaria, segundo a divulgação, estabelece o período de permanência e as diretrizes gerais da atuação.

Área destinada a indígenas isolados

A Ituna-Itatá está localizada entre os municípios de Altamira e Senador José Porfírio. A área é reservada à proteção de povos indígenas isolados e está submetida a um regime rígido de restrição de entrada.

Em razão das limitações de permanência, órgãos federais realizam ações de fiscalização e monitoramento no território. A presença da Força Nacional será voltada ao apoio à Funai, com o objetivo informado de contribuir para a preservação da ordem pública e para a proteção das pessoas e do patrimônio na área indígena.

Atuação coordenada

A Portaria 1.336/2026 determina que as ações sejam realizadas de forma coordenada com os órgãos de segurança pública do Pará e com instituições do governo federal. A atuação também deverá seguir as diretrizes do Plano Amazônia: Segurança e Soberania, conhecido como Plano Amas.

O documento autoriza o apoio federal e define a articulação institucional prevista para a região. Não foram apresentados, na divulgação, um cronograma das atividades, o efetivo que será empregado ou resultados já alcançados pelas ações de fiscalização e monitoramento.

Fonte: Agência Brasil Direitos Humanos.

Foto distribuída pela Agência Brasil Direitos Humanos