terça-feira, 3 de novembro de 2026
Brasil

Balanço nacional reúne registros de violência, prisões e atendimentos a mulheres

Operação Mulher Segura contabilizou 16.644 casos de lesão corporal, 15.019 ameaças e 57.790 prisões em 141 dias de ações em todo o país.
Balanço nacional reúne registros de violência, prisões e atendimentos a mulheres
Foto distribuída pela Agência Brasil Direitos Humanos

Os registros de lesão corporal e ameaça foram as ocorrências mais frequentes contabilizadas pela Operação Mulher Segura nos 141 dias analisados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O balanço aponta 16.644 casos de lesão corporal, 15.019 ameaças, 4.949 descumprimentos de medidas protetivas de urgência e 5.165 ocorrências reunidas em outras tipificações.

Iniciada em 1º de junho, a mobilização registrou 57.790 prisões de agressores e atendeu 228 mil vítimas em diferentes partes do país. A operação é coordenada pelo MJSP, reúne forças de segurança estaduais e federais e, segundo o ministério, tem caráter permanente.

Distribuição regional

A Região Sul apresentou a maior participação proporcional nas prisões, com 36% do total. O Centro-Oeste respondeu por 26%, enquanto o Sudeste concentrou 18%. Nordeste e Norte representaram, respectivamente, 15% e 4% das detenções registradas no período.

Nas diligências realizadas durante as ocorrências, o Sudeste teve a maior parcela proporcional das vítimas atendidas, com 33%. A divulgação apresenta esses percentuais regionais, mas não informa os números absolutos de prisões e atendimentos correspondentes a cada região.

Formas de prisão e estrutura

Do total de detenções, 49.129 ocorreram em flagrante e 8.661 foram realizadas por meio do cumprimento de mandados judiciais. As duas modalidades integram as ações de responsabilização de autores de violência previstas na operação.

A Secretaria Nacional de Segurança Pública mobilizou 123.878 policiais e 44.906 viaturas em todas as unidades da federação. As ações alcançaram 4.253 municípios brasileiros, de acordo com os dados divulgados pelo Ministério da Justiça.

Além das prisões, a operação inclui medidas de prevenção, proteção e atendimento. Entre as atividades mencionadas estão o acompanhamento de mulheres com medidas protetivas, visitas preventivas e atendimento às vítimas. A atuação é direcionada especialmente a situações consideradas de risco de escalada para formas mais graves de violência contra a mulher.

Projeção para o fim do ano

O Ministério da Justiça e Segurança Pública estima que 100 mil agressores de mulheres sejam retirados das ruas até o fim do ano. O número é apresentado como expectativa para o período restante, e não como resultado já alcançado nos 141 dias contabilizados.

O balanço divulgado informa os totais nacionais de prisões, atendimentos e ocorrências, além da participação percentual das regiões, mas não detalha metas intermediárias, prazos operacionais ou valores associados à mobilização. Também não apresenta os números absolutos de vítimas atendidas e prisões por estado ou município.

Canais de atendimento

Em situações de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190. O Ligue 180 recebe denúncias e pedidos de orientação gratuitamente, com atendimento sigiloso e funcionamento 24 horas por dia. O canal também é informado como disponível por WhatsApp, e-mail e videochamada em Libras.

Fonte: Agência Brasil Direitos Humanos.

Foto distribuída pela Agência Brasil Direitos Humanos