As eleições de 2026 terão seis etapas de votação na urna eletrônica, embora envolvam cinco cargos. A diferença ocorre porque cada eleitor escolherá dois senadores, já que dois terços das cadeiras do Senado serão renovados no pleito.
A sequência começará pelos cargos legislativos e seguirá para as funções do Executivo. O eleitor votará primeiro para deputado federal, depois para deputado estadual ou distrital, fará dois registros para o Senado e, por fim, escolherá governador e presidente da República.
A ordem dos votos foi definida para reunir, em uma mesma votação, escolhas proporcionais e majoritárias. Os primeiros cargos dependem da votação destinada a partidos e federações, enquanto os demais são decididos pela maioria dos votos válidos.
Seis etapas para escolher cinco cargos
O roteiro da urna será organizado em seis confirmações. A primeira será destinada ao cargo de deputado federal. Em seguida, aparecerá a opção para deputado estadual, nos estados, ou deputado distrital, no Distrito Federal.
Depois das duas escolhas para as casas legislativas, o eleitor verá duas telas destinadas ao Senado. Cada uma corresponderá a uma vaga diferente. A votação será concluída com o registro para governador e, na última etapa, para presidente da República.
Assim, os cargos aparecerão nesta ordem:
- deputado federal;
- deputado estadual ou distrital;
- primeiro senador;
- segundo senador;
- governador;
- presidente da República.
A sequência não significa que os cargos terão o mesmo tipo de disputa. A escolha de deputados segue o sistema proporcional. Já as eleições para senador, governador e presidente obedecem ao sistema majoritário.
Os primeiros votos serão para deputados
O voto para deputado federal abrirá a votação. O cargo representa o eleitor na Câmara dos Deputados, órgão que integra o Congresso Nacional. Na urna, o número do candidato terá quatro dígitos.
Na etapa seguinte, o eleitor escolherá deputado estadual ou distrital. O deputado estadual atua na Assembleia Legislativa de seu estado. No Distrito Federal, a representação é feita pelos deputados distritais, que exercem suas funções na Câmara Legislativa. Para esse cargo, o número terá cinco dígitos.
As duas primeiras telas, portanto, exigirão atenção à quantidade de algarismos. O eleitor deverá distinguir o número de quatro dígitos usado na disputa para deputado federal do código de cinco dígitos destinado ao cargo estadual ou distrital.
As eleições para deputados são proporcionais. Nesse modelo, a distribuição das cadeiras considera a votação recebida pelos partidos e federações, além do desempenho dos candidatos conforme as regras eleitorais. O voto pode ser direcionado a um candidato ou à legenda, de acordo com as opções disponíveis na urna.
Renovação do Senado abrirá duas telas
Após as escolhas para a Câmara dos Deputados e para as assembleias legislativas ou a Câmara Distrital, o eleitor votará para o Senado Federal. Em 2026, serão preenchidas duas vagas por estado e pelo Distrito Federal.
Como o Senado é formado por três representantes de cada unidade da Federação, a renovação de dois terços da Casa fará com que o cargo apareça duas vezes na urna. Cada registro será destinado a uma vaga distinta, e o eleitor deverá indicar dois nomes diferentes para completar essa etapa.
O número dos candidatos ao Senado terá três dígitos. A repetição do cargo não representa erro no equipamento nem uma segunda confirmação para o mesmo posto. Ela corresponde à quantidade de vagas em disputa em cada unidade da Federação.
A eleição para senador é majoritária. Diferentemente do que ocorre na votação para deputados, não há distribuição proporcional das cadeiras entre partidos. As vagas serão ocupadas pelos candidatos mais votados, conforme a quantidade de lugares em disputa.
Governador e presidente encerram o percurso
Depois dos quatro registros destinados ao Legislativo, a urna exibirá a escolha para governador. O cargo será identificado por um número de dois dígitos. A votação para governador também seguirá o sistema majoritário.
A última tela será reservada à Presidência da República. O eleitor deverá informar um número de dois dígitos para escolher o candidato ao cargo. A votação presidencial encerrará a sequência prevista para as eleições de 2026.
A posição dos cargos executivos no fim do roteiro separa a formação das casas legislativas da escolha dos chefes do Executivo. Antes de votar para os governos estadual e federal, o eleitor terá passado pelas opções destinadas à representação parlamentar.
Diferença entre os sistemas de votação
As eleições de 2026 combinarão duas formas de escolha. O sistema proporcional será usado para deputado federal, deputado estadual e deputado distrital. Nesses cargos, o resultado considera a votação dos partidos e das federações para a distribuição das cadeiras.
O sistema majoritário será aplicado para senador, governador e presidente. Nesse caso, a disputa é concentrada nos candidatos, e os mais votados ocupam as vagas ou funções em disputa, conforme as regras previstas para cada cargo.
A diferença entre os sistemas ajuda a explicar por que a ordem da urna reúne números com quantidades distintas de algarismos e alterna cargos de representação parlamentar com funções executivas. O eleitor não fará seis escolhas para seis cargos diferentes, mas seis registros para completar a composição dos poderes Legislativo e Executivo.
Como ficará a sequência numérica
O roteiro terá uma progressão de códigos que pode ser resumida pela quantidade de dígitos exigida em cada etapa. O primeiro voto, para deputado federal, usará quatro algarismos. O segundo, para deputado estadual ou distrital, terá cinco.
Nas duas telas seguintes, destinadas aos senadores, serão usados números de três dígitos. Em seguida, governador e presidente serão escolhidos com números de dois dígitos. A quantidade de algarismos, no entanto, não substitui a conferência do cargo exibido na tela.
Depois de digitar o número, a urna apresenta as informações correspondentes à opção selecionada. A confirmação deve ser feita somente após a conferência do cargo e do nome exibidos no equipamento. Como haverá duas votações consecutivas para o Senado, essa verificação também permite identificar a etapa em andamento.
O que estará em disputa
Ao final da votação, os seis registros terão definido representantes para diferentes níveis da estrutura política brasileira. A Câmara dos Deputados e o Senado formam o Congresso Nacional. As assembleias legislativas e a Câmara Legislativa do Distrito Federal exercem a representação nos estados e no Distrito Federal.
Governadores comandam os governos estaduais e o governo do Distrito Federal, enquanto o presidente exerce a chefia do Poder Executivo federal. Cada cargo tem atribuições próprias, mas todos serão escolhidos dentro de uma única sequência na urna eletrônica.
A organização do roteiro também reflete a renovação prevista para o Senado em 2026. Como duas das três cadeiras de cada unidade da Federação estarão em disputa, o eleitor terá duas oportunidades consecutivas de indicar candidatos para a Casa.
Com isso, a votação exigirá seis confirmações: duas para deputados, duas para senadores, uma para governador e uma para presidente. A ordem começa pela representação parlamentar e termina na escolha dos principais cargos executivos.
Fonte: Agência Câmara de Notícias.








