quinta-feira, 15 de outubro de 2026
TECNOLOGIA E COMUNICAÇÕES

Congresso começa a examinar regra que condiciona bloqueio de contatos abusivos a pedido do destinatário

Uma medida provisória em vigor estabelece que o destinatário de chamadas e mensagens consideradas abusivas poderá solicitar a interrupção desses contatos. O texto agora será analisado pelo Congresso Nacional, que decidirá sobre sua conversão definitiva em lei.
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Uma medida provisória que determina o bloqueio de chamadas e mensagens abusivas começou a produzir efeitos imediatamente e agora será analisada pelo Congresso Nacional. O texto estabelece um tratamento comum para contatos feitos por voz ou por mensagem de texto e prevê que a interrupção possa ser acionada a partir de uma solicitação do destinatário.

Como ocorre com toda medida provisória, a regra tem validade inicial antes da conclusão da tramitação legislativa. Para permanecer de forma definitiva no ordenamento jurídico, o texto precisará ser examinado por deputados e senadores e convertido em lei. Até que o Congresso decida, a norma segue com aplicação imediata.

Pedido de quem recebe orienta a interrupção

O ponto central da medida é a possibilidade de o destinatário solicitar que os contatos abusivos sejam interrompidos. A previsão alcança tanto chamadas telefônicas quanto mensagens, evitando que os dois meios sejam tratados em dispositivos separados.

Na prática prevista pelo texto, a manifestação de quem recebe a abordagem passa a ser o elemento que desencadeia a interrupção. A regra não se limita às ligações: mensagens de texto também são incluídas no mesmo regime estabelecido pela medida provisória.

O texto trata da interrupção de contatos considerados abusivos. A medida, portanto, cria uma previsão legal específica para que o destinatário peça o bloqueio dessas abordagens, em vez de restringir a resposta a um único canal de comunicação.

Vigência começa antes da análise parlamentar

A medida provisória tem efeito imediato porque esse tipo de ato normativo passa a valer a partir de sua publicação, sem depender da aprovação prévia do Congresso. A aplicação inicial, porém, não elimina a necessidade de análise pelos parlamentares.

Durante a tramitação, Câmara dos Deputados e Senado Federal deverão avaliar o conteúdo da norma. O exame poderá resultar na conversão da medida em lei, na alteração de seus dispositivos ou na perda de validade, conforme o andamento legislativo e as decisões tomadas no Congresso.

Esse processo define se a regra provisória será mantida de forma permanente. Enquanto a análise não for concluída dentro das condições previstas para medidas provisórias, o texto permanece submetido ao regime de vigência próprio desse instrumento.

Chamadas e mensagens passam a ser consideradas na mesma regra

A principal mudança descrita na medida está na abrangência dos meios de contato. A previsão alcança as chamadas telefônicas e as mensagens recebidas pelo usuário, reunindo as duas formas de abordagem em uma mesma norma.

Com isso, a resposta prevista para o destinatário deixa de estar associada apenas às ligações. O texto também considera contatos realizados por escrito, ampliando para as mensagens a possibilidade de interrupção solicitada por quem as recebe.

A medida não apresenta, no material divulgado, uma separação entre procedimentos distintos para cada canal. A referência comum a chamadas e mensagens indica que a regra foi estruturada para tratar as duas modalidades dentro do mesmo mecanismo de proteção.

Regra ainda depende da decisão do Congresso

Embora já esteja em vigor, a medida provisória não representa a conclusão do processo legislativo. O Congresso será responsável por decidir se a previsão de bloqueio de chamadas e mensagens abusivas continuará valendo como regra permanente.

A análise parlamentar também poderá definir o formato final da norma. O conteúdo atualmente aplicado corresponde ao texto da medida provisória, mas a tramitação pode incluir avaliação e eventual alteração pelos parlamentares antes de uma decisão definitiva.

Até essa deliberação, o destinatário permanece como o ponto de partida para a solicitação de interrupção dos contatos abrangidos pelo texto. A medida considera, portanto, a iniciativa de quem recebe a chamada ou a mensagem como condição para acionar a resposta prevista.

O que muda para o usuário

Para o usuário, a alteração apresentada pela medida está na existência de uma previsão conjunta para chamadas e mensagens abusivas. O destinatário poderá pedir a interrupção desses contatos, conforme as condições estabelecidas no texto provisório.

A regra não transforma automaticamente toda comunicação em contato abusivo. Seu alcance está relacionado às abordagens classificadas dessa forma e à solicitação apresentada por quem as recebe. O material divulgado não detalha, nesta síntese, critérios adicionais para definir cada situação ou um procedimento operacional específico para o pedido.

Também não há, na matéria de origem, a indicação de um canal único ou de um prazo geral para a efetivação do bloqueio. Essas informações dependem das disposições aplicáveis e da regulamentação ou dos procedimentos adotados para colocar a medida em prática.

Tramitação será decisiva para a continuidade

A medida provisória combina dois momentos distintos: a aplicação imediata da regra e a análise posterior pelo Legislativo. O primeiro permite que a previsão para interromper chamadas e mensagens abusivas produza efeitos desde já. O segundo definirá se esse conteúdo será incorporado de maneira permanente à legislação.

O Congresso deverá examinar a medida dentro do processo previsto para atos provisórios. A decisão dos parlamentares será determinante para a continuidade do mecanismo que permite ao destinatário solicitar o bloqueio de contatos abusivos em chamadas telefônicas e mensagens.

Até a conclusão do processo, a norma permanece em vigor nos termos apresentados pelo governo. A conversão em lei, caso ocorra, poderá consolidar a regra; eventuais mudanças durante a tramitação poderão alterar seu alcance ou suas condições de aplicação.

Fonte: Agência Câmara de Notícias.