As campanhas de vacinação movimentam o Distrito Federal em 2026 com ações voltadas a diferentes faixas etárias, grupos prioritários e necessidades de saúde. A mobilização envolve a rede de Unidades Básicas de Saúde (UBSs), pontos comunitários, escolas, shoppings, estruturas itinerantes e locais de grande circulação.
Entre as principais iniciativas estão a Campanha Nacional de Multivacinação, os esforços para manter a proteção contra sarampo, poliomielite, meningite, influenza, covid-19, dengue e outras doenças, além da vacinação antirrábica de cães e gatos. A estratégia também passou a incluir uma rede ampliada para pessoas com condições clínicas específicas.
O objetivo das ações é reduzir atrasos nos esquemas vacinais, facilitar o acesso da população e evitar a reintrodução ou a circulação de doenças preveníveis por imunizantes. No caso da multivacinação, o público prioritário foi formado por crianças e adolescentes menores de 15 anos, mas as atividades também contemplaram pessoas de outras idades, conforme o calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI). (agenciabrasilia.df.gov.br)
Multivacinação teve foco em crianças e adolescentes
A Campanha Nacional de Multivacinação de 2026 começou no Distrito Federal em 3 de agosto e seguiu até 1º de setembro. A iniciativa buscou identificar doses em atraso e atualizar a caderneta de crianças e adolescentes de até 14 anos, 11 meses e 29 dias.
Durante o período, foram oferecidas vacinas previstas no calendário de rotina, de acordo com a idade, o histórico de cada pessoa e os grupos prioritários. A campanha também reforçou a importância da proteção contra doenças como sarampo e poliomielite, que podem voltar a circular quando a cobertura vacinal diminui.
Uma das atualizações destacadas em 2026 foi a inclusão da segunda dose de reforço contra a poliomielite aos 4 anos. Com a mudança, o esquema passou a prever cinco doses: aos 2, 4 e 6 meses, o primeiro reforço aos 15 meses e o segundo reforço aos 4 anos.
A dose adicional é indicada para crianças menores de 5 anos que ainda não receberam o segundo reforço. A orientação não se aplica àquelas que já receberam a proteção correspondente conforme as regras do calendário vigente. (agenciabrasilia.df.gov.br)
Dia D levou vacinação a 109 pontos do DF
O Dia D da multivacinação ocorreu em 22 de agosto, com atendimento reforçado em unidades de saúde e espaços comunitários de diferentes regiões administrativas. Segundo o balanço divulgado pelo governo local, 21.960 pessoas compareceram aos 109 pontos instalados para a mobilização.
Desse total, 12.775 pessoas receberam pelo menos uma dose, o equivalente a 58,2% do público atendido. Entre crianças e adolescentes menores de 15 anos, 11.311 compareceram aos locais de vacinação e 6.360 foram imunizados.
A faixa etária de 10 a 14 anos concentrou o maior número de vacinados entre o público infantojuvenil, seguida pelo grupo de 5 a 9 anos. Também foram atendidos adolescentes com mais de 15 anos, adultos e idosos, que somaram 6.415 pessoas imunizadas.
A Região de Saúde Sudoeste registrou o maior número de crianças e adolescentes vacinados, com 1.513 pessoas, seguida pela Região Norte, com 1.029. Na comparação com o Dia D de 2025, houve aumento de 15,4% no número de participantes e de 13,8% no total de pessoas que receberam ao menos uma dose. (agenciabrasilia.df.gov.br)
Proteção contra o sarampo continua entre as prioridades
A vacinação contra o sarampo ganhou atenção especial durante a mobilização. O alerta está relacionado ao registro de casos em outras partes do país e à circulação da doença em diferentes países, cenário que aumenta o risco de reintrodução do vírus em áreas com baixa cobertura vacinal.
No Distrito Federal, a vacina contra o sarampo integra o calendário de rotina. Para famílias que viajariam a São Paulo, a rede local também passou a aplicar a chamada dose zero em bebês de 6 a 11 meses, conforme a estratégia informada pelas autoridades de saúde. Essa dose não substitui as aplicações previstas posteriormente no calendário infantil.
Para adultos, a necessidade de vacinação depende da idade e do histórico de doses. Pessoas de até 29 anos devem ter duas doses registradas. Para a população de 30 a 59 anos, a indicação informada é de uma dose, quando não houver comprovação anterior. A avaliação da caderneta e dos registros nos sistemas de saúde orienta a conduta em cada caso. (agenciabrasilia.df.gov.br)
Atendimento foi ampliado para além das UBSs
As ações realizadas ao longo do ano mostram uma tentativa de aproximar a vacinação da rotina da população. Além das salas fixas nas UBSs, equipes foram deslocadas para shoppings, feiras, escolas, igrejas, pontos de comércio e comunidades de diferentes regiões do DF.
Em julho, por exemplo, um shopping da Asa Norte recebeu doses para crianças, adultos e grupos prioritários. A ação incluiu imunizantes contra hepatite B, febre amarela, tríplice viral, difteria e tétano, além de vacinas infantis e da influenza para os grupos indicados pelo Ministério da Saúde.
Também houve ações aos sábados em áreas como Sol Nascente, Recanto das Emas, Itapoã, Ceilândia, Paranoá, Vicente Pires e São Sebastião. A oferta incluiu vacinas contra febre amarela, hepatites, tétano, coqueluche, sarampo, dengue, HPV, influenza, covid-19 e outras doenças, conforme a faixa etária e as condições de saúde de cada pessoa.
Em 29 de agosto, a rede anunciou 49 locais de vacinação abertos em um sábado. Na ocasião, a Secretaria de Saúde informou que mantinha 140 pontos de vacinação de rotina de segunda a sexta-feira, distribuídos pelas regiões do Distrito Federal. (agenciabrasilia.df.gov.br)
Vacinas contra meningite fazem parte do calendário
A prevenção da meningite também foi reforçada nas ações de imunização. A doença pode ser causada por diferentes agentes, como bactérias, vírus e fungos. Por isso, a proteção depende de um conjunto de vacinas e de medidas de vigilância, e não de um único imunizante.
Na rede pública, estão disponíveis vacinas contra alguns dos principais agentes associados à meningite. Entre elas estão as vacinas meningocócicas C e ACWY, além de imunizantes que protegem contra pneumococos e outras bactérias capazes de provocar infecções graves.
Para adolescentes de 11 a 14 anos, a vacina meningocócica ACWY pode ser aplicada em dose única ou como reforço, conforme o histórico vacinal. A rede também segue orientações específicas para crianças, idosos e pessoas com condições clínicas que aumentam o risco de complicações.
O Distrito Federal informou que acompanha a ocorrência de casos e adota as medidas de controle indicadas. A recomendação geral é manter a caderneta atualizada e procurar a unidade de saúde para verificar quais doses estão pendentes. (agenciabrasilia.df.gov.br)
Rede para pessoas com condições especiais foi ampliada
Em setembro, o Distrito Federal criou a Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais, conhecida como RIE-DF. A medida formalizou e ampliou a oferta de vacinas e imunoglobulinas para pessoas com condições clínicas específicas ou maior risco de adoecimento.
Entre os públicos atendidos estão pessoas com doenças crônicas, câncer, imunodeficiências, condições neurológicas, pacientes transplantados, pessoas que vivem com HIV, usuários de medicamentos imunossupressores e prematuros. A indicação depende da condição de saúde e do imunobiológico necessário.
O atendimento pode ser solicitado na UBS de referência. A orientação divulgada é apresentar relatório clínico elaborado por médico ou enfermeiro, além da caderneta de vacinação. A análise pode ocorrer presencialmente ou de forma remota, de acordo com a situação apresentada.
A descentralização busca permitir que esse público seja atendido mais perto de casa, sem concentrar todos os procedimentos em um único serviço especializado. A aplicação, contudo, depende da avaliação técnica e dos critérios definidos para cada imunobiológico. (agenciabrasilia.df.gov.br)
Vacinação antirrábica protege animais e pessoas
As campanhas de vacinação no Distrito Federal também alcançaram cães e gatos. A campanha antirrábica de 2026 levou equipes a cerca de 160 locais de vacinação em áreas urbanas e teve novas ações previstas para o fim de agosto.
A vacina é gratuita e indicada para cães e gatos saudáveis a partir dos três meses de idade. A aplicação deve ser renovada anualmente, conforme a orientação da vigilância ambiental. A medida é considerada uma das principais formas de prevenir a raiva, doença grave e fatal em animais e seres humanos após o desenvolvimento dos sintomas.
Depois da mobilização concentrada, a vacinação antirrábica continuou disponível ao longo de setembro nos pontos fixos da Gerência de Vigilância Ambiental de Zoonoses e dos núcleos regionais de vigilância ambiental. A orientação é verificar previamente o local de atendimento e levar o animal em condições seguras para a aplicação. (agenciabrasilia.df.gov.br)
Como acompanhar as próximas ações
As campanhas especiais têm períodos, públicos e locais próprios, mas a vacinação de rotina permanece disponível durante todo o ano. A população deve consultar a unidade mais próxima para confirmar quais imunizantes estão disponíveis e quais critérios se aplicam a cada faixa etária.
Para o atendimento, é recomendado levar documento de identificação com foto e, quando possível, a caderneta de vacinação física ou o registro no aplicativo Meu SUS Digital. A ausência do cartão não impede necessariamente a vacinação de adultos, pois a equipe pode consultar os sistemas disponíveis. Para crianças, a caderneta é importante para evitar aplicações desnecessárias e identificar corretamente as doses pendentes.
Em caso de febre ou síndrome gripal em fase aguda, a vacinação pode ser adiada conforme avaliação da equipe. Sintomas leves, como coriza ou tosse discreta, não impedem automaticamente a aplicação, mas a decisão deve ser tomada no local de atendimento.
A movimentação registrada no Distrito Federal mostra que a estratégia de imunização combina campanhas concentradas e atendimento permanente. Ao levar as doses para locais de grande circulação e regiões mais afastadas, o poder público tenta reduzir barreiras de acesso e aumentar a proteção coletiva contra doenças evitáveis.
O calendário, os grupos prioritários e a disponibilidade de cada vacina podem ser alterados pelas autoridades de saúde. Por isso, antes de se dirigir a um posto, é importante confirmar as informações atualizadas nos canais oficiais da Secretaria de Saúde do Distrito Federal ou do Ministério da Saúde.






