Idosos no Distrito Federal registram maior risco de infecções e desidratação durante o frio, alerta SES-DF

Idosos no Distrito Federal apresentam maior vulnerabilidade a infecções respiratórias, eventos cardiovasculares e desidratação durante os períodos de frio, segundo a Secretaria de Saúde.

Idosos enfrentam mais riscos no frio do Distrito Federal

Os idosos do Distrito Federal vêm registrando aumento de casos de infecções respiratórias e maior vulnerabilidade a complicações durante o frio, segundo profissionais da Secretaria de Saúde (SES-DF). O quadro decorre da redução da capacidade do organismo envelhecido em produzir e conservar calor, além de mudanças na circulação sanguínea que afetam a regulação térmica.

Segundo Larissa de Freitas Oliveira, referência técnica distrital em geriatria da SES-DF, “durante os períodos de frio, observa-se aumento dos casos de infecções respiratórias, como gripe, covid-19 e pneumonia, além de doenças crônicas, como asma e bronquite. Nesse cenário, os idosos aparecem como um dos públicos mais vulneráveis”.

Complicações cardiovasculares e respiratórias

As baixas temperaturas podem provocar vasoconstrição, quando os vasos sanguíneos se contraem para reduzir a perda de calor. Esse mecanismo pode elevar a pressão arterial e aumentar o esforço do coração, o que, conforme a RTD, está associado a maior ocorrência de eventos cardiovasculares, incluindo infarto e AVC.

No campo respiratório, a combinação de queda de temperatura e maior circulação de vírus eleva o risco de gripe, covid-19 e pneumonia, doenças que demandam atenção imediata em pessoas idosas.

A aposentada Maria Clara da Silva Faria, de 88 anos, adotou medidas práticas com apoio da filha Maria do Rosário Borges, 54, para reduzir riscos. “Fico de olho para que ela não durma de cabelo molhado, intensifiquei o tempo ao sol, a ingestão de frutas cítricas, e a incentivo a beber água, porque, no frio, percebi que ela não sente sede”, relata a filha.

Cuidados e prevenção no dia a dia

Para evitar complicações, recomenda-se manter ambientes protegidos de correntes de ar e usar roupas em camadas, cobertores e meias, especialmente à noite e nas primeiras horas da manhã. A alimentação deve ser equilibrada e a ingestão de líquidos, adequada.

A desidratação merece atenção específica: muitos idosos não percebem a necessidade de beber água e, durante o frio, essa vontade diminui ainda mais. A menor ingestão de líquidos pode favorecer tonturas, queda súbita da pressão arterial, confusão mental, constipação, infecções urinárias e piora da função renal.

Larissa de Freitas Oliveira orienta que “familiares e cuidadores devem incentivar a oferta regular de água ao longo do dia, independentemente da percepção de sede, observando sinais como boca seca, redução do volume urinário, urina mais escura, sonolência ou piora do estado geral”.

Sinais de alerta que exigem avaliação médica

Devem procurar atendimento médico idosos com falta de ar, dificuldade para respirar, febre persistente, tosse intensa, dor no peito, palpitações, tontura, desmaios, confusão mental, sonolência excessiva ou piora importante do estado geral. Também são sinais de desidratação a redução do volume urinário e urina mais escura.

A médica responsável alerta que “nessa população, infecções nem sempre se manifestam com febre, mas por meio de prostração, perda de apetite, fraqueza ou alterações comportamentais. Qualquer mudança aguda do estado habitual da pessoa idosa merece atenção”.

Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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Publicado em: 19/06/2026 às 10:28
Categoria(s): Distrito Federal